
Cada curso largado, cada caderno de três páginas, cada empresa que nunca saiu do papel. Tudo foi parar em algum lugar.
Uma burocracia inteira montada para cuidar do que a gente abandonou. Formulários para sentimentos, carimbos para milagres.
A pergunta nunca foi como terminar as coisas. É por que a gente começa. E o livro responde sem dar lição em ninguém.
Em análise na Amazon · ebook por R$ 9,90
impresso em tiragem única de 42 exemplares · 41 ainda sem destinatário
O que você faria se todos os projetos que você começou e não terminou viessem bater na sua porta?
Numa noite comum, Martim, 42 anos, ouve sete toques na campainha. Do lado de fora, um homem de terno bege segura uma prancheta e anuncia uma auditoria.
Cada começo abandonado, ele explica, foi parar em algum lugar: existe uma cidade inteira construída de cursos largados, livros pela metade e empresas que nunca saíram do papel. E a cidade quer recebê-lo.
Entre um herói sem pés, uma pensão que serve o jantar de anteontem e um lote apagado no fundo do Distrito 214, Martim descobre que a pergunta nunca foi como terminar as coisas. É por que a gente começa.
Uma autobiografia ficcional baseada em fatos irreais, para todo mundo que sempre foi bom em começar.
Serão quarenta e dois exemplares impressos. Um único lote, numerado à mão, sem reimpressão.
O número não é aleatório. Quem leu o livro entende, e quem ainda não leu vai entender na primeira página.
A lista ao lado não cobra nada e não reserva nada em definitivo. Ela só define a ordem em que o Departamento entra em contato quando os exemplares ficarem prontos.

Marcelinho começou este livro do mesmo jeito que começou um curso de violão, uma empresa, três blogs e uma maquete de cidade: com entusiasmo total e nenhuma garantia de chegar ao fim. Este é, até onde se sabe, o primeiro que terminou. O que talvez explique por que ele precisou escrever um livro inteiro sobre isso.
Ilustrador, designer e colecionador de inícios, vive em São José dos Campos com o Celso, a Kira e o Nero. Segue começando coisas. Algumas ele termina. As outras, agora ele sabe, ficam morando em algum lugar.
Marcelinho